OS X-MEN ME TORNARAM GAY

No mês do orgulho LGBT, nada mais natural do que lembrármos algo que muitos de nós gostamos de esquecer: X-MEN é, e sempre foi, uma grande metáfora para falar de grupos sociais oprimidos. Principalmente nos anos 60, os movimentos sociais ganhavam força nos Estados Unidos, por isso, muitas produções artísticas refletiam esse contexto.

Diversos documentários e estudos acadêmicos tratam sobre como a diversidade e o preconceito são tratados nas HQ e nos filmes da franquia. Ainda assim, uma grande parcela de leitores que cresceu com estes heróis, ainda age de forma homofóbica e racista. Por isso que é comum estranharmos este tipo de comportamento que aponta para problemas de interpretação, uma vez que a série sempre buscou promover maior diversidade e empatia em nosso meio.

Pensando nisso, John Leavitt narrou sua experiência em forma de quadrinhos e disponibilizamos aqui, na tentativa de lembrar que respeitar a orientação sexual das pessoas é o mínimo que se espera de quem diz gostar tanto dessas histórias. Não à toa, esta questão é ainda mais explícita no filme O Confronto Final, de 2006, onde uma possível cura para os mutantes é o principal motivo de uma batalha pautada em uma discussão ética e filosófica. Portanto, se você curte as HQ e os filmes, talvez este texto não seja pra você, afinal, um bom leitor, é certamente alguém cuja a empatia adquirida na convivência com estes personagens está bem desenvolvida.

Esta história foi publicada originalmente no site The Nib.

SAIBA MAIS:

 

Dani Marino
Dani Marino é pesquisadora de Quadrinhos, integrante do Observatório de Quadrinhos da ECA/USP e da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial - ASPAS. Formada em Letras, com habilitação Português/Inglês, atualmente cursa o Mestrado em Comunicação na Escola de Artes e Comunicação da USP. Também colabora com outros sites de cultura pop e quadrinhos como o Minas Nerds, Quadro-a-Quadro, entre outros.