Dez coisas bizarras que você precisa saber sobre o câncer.

O câncer é uma das doenças mais bizarras que existem e não é à toa que é freneticamente estudado  em diversos laboratórios do mundo. Provavelmente, se existisse um só tipo de câncer, a chance de cura poderia ser quase total se levarmos em consideração a soma de investimentos com pesquisa. Mas o que é tão bizarro nessa doença que faz ela ser tão facilmente incompreendida e tão horrivelmente assustadora? Selecionei dez situações mais bizarras sobre o câncer que você deve saber:

 

1- O câncer é um carro.

O câncer é como um carro que percorre uma estrada. Se você bloquear o caminho desse carro, ele vai tentar encontrar outra via para continuar avançando. Essa via envolve uma gama de proteínas com pinta de vilã que ajuda o carro (câncer) avançar. Por conta disso que a indústria farmacêutica fica penando atrás de um fármaco que bloqueie mais do que uma só via. Já viu o vilão Zoom? Quem consegue parar esse cara?

 

2- O câncer tem a sua própria lei.

Uma desorganização de substâncias  que regem a proliferação, morte e sobrevivência celular está altamente presente em células malignas. É justamente por conta desse detalhe tão infame que a cura do câncer está longe de ser descoberta. Onde está o remédio capaz de reorganizar a “mente” das células? É como o Arrow tentando botar os políticos brasileiros para funcionar direito. Seria possível?

 

3- As células cancerígenas são influenciadoras de opinião.

As células malignas podem influenciar a “mente” das células “boazinhas” a se tornarem “vilãs”. Isso só é possível por conta das células do câncer secretarem substâncias no ambiente tumoral, induzindo as células “boas” a ativarem genes “vilões”, também conhecidos como oncogenes ou proto-oncogenes. Harleen Quinzel que se cuide! Sqn

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4- As células tumorais ter super poderes de imortalidade.

As células do câncer são imortais, ou seja, seus genes que costumam comandar a morte celular, estão inativados. Em situações com baixo CO2 e alimento, elas costumam sobreviver por mais tempo do que as células normais, e ainda por cima, continuam proliferando numa boa. É como comparar a resistência de uma pessoa normal com a do  Wolverine. Quem vai ganhar?

 

5- O câncer resiste ao congelamento.

Você pode congelar células malignas em nitrogênio líquido por anos e, quando descongeladas, poderão sobreviver com certa facilidade. Células normais, para sobreviverem ao nitrogênio líquido, precisam ser infectadas com um vírus que confere essa imortalidade. Acho que o cara que criou Resident Evil sabia disso.

 

6- As células de câncer formam um exército.

Logo depois de descongeladas, as células ficam soltas num meio nutritivo. Após um tempo, voltam a se reorganizar em colônias, como se pudessem ajudar umas às outras a fortalecer os aspectos malignos. É como o Saruman que pouco a pouco se fortaleceu com um exército de Uruk-hai.

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7- O câncer quer dar um role.

Quando colocamos uma célula de câncer sobre uma barreira de gelatina e do outro lado colocamos o alimento dela (soro fetal), elas serão capazes de atravessar essa barreira fazendo um grande esforço mecânico e químico, tudo para matar a fome! A esse movimento nós chamamos de quimiotaxia, ou seja, as células se orientam através de estímulo químico. Já viu o Taz Mania com fome?

 

8- O câncer quer dominar o mundo.

As células de câncer podem criar caminhos para se espalhar. Uma maneira de fazer isso é estimulando o crescimento de vasos sanguíneos ao redor de onde estão agrupadas. Romper tecidos e mergulhar no sangue é só parte do passeio. Porque o que ela quer mesmo é ir colonizar outro lugar. Já jogou Dark Colony ou viu Alien, o Oitavo Passageiro?

 

9- As células malignas criam a sua lei.

Há quem diga que, se “vivêssemos para sempre”, morreríamos de câncer. Isso porque essa doença está muito relacionada ao envelhecimento já que idosos são possuem o sistema imune comprometido e a perda de genes importantes que regulariam a morte e a vida celular. A cada nova divisão celular, perdemos o que é chamado de telômero (uma estrutura do cromossomo que indica o início e o fim do DNA). Com a velhice, os telômeros estão cada vez mais curtos, podendo chegar a perder genes anti-câncer.  Essa perda de genes é como perder as regras da vida celular: é ser um fora da lei como o Justiceiro, impondo a sua própria lei.

 

10- As células do câncer trocam interesses.

As células tumorais são capazes de trocar substâncias entre si por processo de exocitose, como uma forma de fortalecer os “laços” malignos entre elas. Imagine o Rei do Crime reforçando o seu império com o Darth Vader e a colmeia de Damien Darhk. Que remédio pode parar isso? Não será somente a força de um herói que poderia vencer esse câncer. Seriam necessários mais de um herói ou talvez um exército deles. Infelizmente, os coquetéis de drogas que deveria ser heroínas muitas vezes acabam se tornando também vilãs. É o que acontece quando você coloca o time Stark e o time do Capitão América para combater o inimigo na cidade: destruição em massa!

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Paola Giometti nasceu em São Paulo, Capital, em 1983. É graduada em Biologia, mestre e doutoranda em Ciências. Colaborou com a Revista Mundo dos Super-heróis na edição 57 com uma matéria sobre o papel da mulher nos quadrinhos. Em eventos sobre a cultura nerd, Paola é cosplayer da personagem Lara Croft, sua heroína nos games e hqs desde a infância. Publicou o livro O Destino do Lobo, primeiro volume da série Fábulas da Terra, além de ter participado das coletâneas literárias Xeque-mate, Horas Sombrias, Aquarela, Círculo do Medo, King Edgar Hotel, Legado de Sangue, Outrora e Sede, todas da Andross Editora. Paola não só participou com contos das coletâneas Outrora e Sede como também foi a organizadora dessas antologias.