A Expansão do Universo dos Quadrinhos na TV

Quando nós pensamos em quadrinhos, um monte de heróis já amplamente conhecidos nos veem a cabeça: Batman, Mulher-Maravilha, os X-men, Hulk, Capitão América, etc. Mas hoje não venho falar deles, e sim dos “outros”. Outros que conseguiram galgar mais lugares rumo a fama graças a uma ajudinha da TV.

Talvez o exemplo mais claro seja o de Arrow. Quem era Oliver Queen antes da CW começar a produzir sua série? Claro que para os dogmáticos das HQs “ele sempre foi conhecido”. Sim, conhecido entre as pessoas que consomem Quadrinhos a um tempo, e procurar conhecer os heróis deliberadamente.

Mas minha colocação aqui é: Quantas pessoas não passaram a conhecer o Arqueiro DEPOIS de começar a ver a série? É inegável o impacto que o cinema e a TV tem sobre os heróis dos quadrinhos, os promovendo e os trazendo mais para perto de novos públicos.

Quero deixar bem claro aqui: Eu acho isso fantástico! Temos SIM que ter mais heróis para dentro das telas. Temos que sair do eixo “padrão” de heróis e mostrar mais heróis diferentes para as pessoas. As produtoras aprenderam bem isso, afinal o sucesso das primeiras séries e filmes de super heróis simplesmente escancararam uma porta que espero jamais ser fechada.

E fundamento meu desejo em dois argumentos básicos: expansão e linearidade.

Expansão não é novidade para quem acompanha quadrinhos: tramas são capazes de gerar novas tramas, que podem explorar ângulos diferentes ou histórias ainda não contadas. É o caso de Krypton, proposta da Syfy para explicar como era o planeta natal do Superman.

Também essa expansão traz novos heróis para a mesa, que é o que acontece em Cloak & Dagger e The Gifted, novas séries da Marvel que nos faz conhecer mais de sua história.

A principal resistência encontrada em novos materiais é justamente isso: são novos, muitas vezes com roteiros que não “seguem HQs”, gerando assim a oração mais repetida por alguns fãs. Bom, quanto a mim, acho a expansão das telas tão boa quanto as dos próprios quadrinhos.

Meu segundo argumento – a linearidade – é que ao propor a um novo público uma série ou filme é muito mais fácil de entender do que lança-los aos confusos mundos dos Quadrinhos, com seus arcos e histórias paralelas sem fim. Através de uma estrutura mais retilínea, podemos nos focar mais em conhecer esses novos heróis.

Não quero dizer que séries ou filmes são superiores a HQs, longe disso. Apenas acho que contando histórias mais lineares fica mais fácil trazer mais pessoas para conhecer esses heróis.

Portanto, que venham Krypton, Raio Negro, Manto e Adaga, Pantera Negra e tantas mais obras para fazer dessa imersão ao mundo dos super heróis uma jornada muito mais incrível!