GAMIFICATION E STORYTELLING: AS “COISAS DE NERD” SE MOSTRAM FORTES NO MERCADO CORPORATIVO

Já ouvimos que são objetos de estudo da administração temas como motivação de colaboradores, engajamento de clientes, reconhecimentos de marca, entre muitos outros que sejam correlatos à maneira que as pessoas interagem com uma marca ou empresa, sejam clientes ou funcionários. A novidade sobre estes temas é que de alguns anos para cá, surge como possíveis soluções a estas questões o que antes eram coisas de “nerd” ou apenas lazer: Jogos e histórias.

E os resultados são expressivos.

Game o quê?

Em um termo mais técnico, gamificar é aplicar conceitos de jogos em situações que não são jogos. Isso quer dizer que gamificar é uma espécie de caixa de ferramentas que podem servir para atingir objetivos, mesmo os empresariais. Desde sistemas de pontuações até a criação de avatares, passando por ranks, capacidade de colecionar, conquistas e interações com amigos são exemplos de ferramentas disponíveis para conseguir mudanças de comportamento, aumento de interação ou até como forma de marketing.

Confira alguns exemplos.

Foursquare

O foursquare é uma empresa que aplicou muitos conceitos de gamificação para seus usuários. Você adquire conquistas de acordo com os lugares que visita, pode concorrer com seus amigos e dá nota aos locais visitados também.

Speed Camera Lottery

Aqui o exemplo é simples com o objetivo de mudar um comportamento (manter o limite de velocidade dentro do estabelecido). Toda vez que um motorista passava por uma estrada com o radar, o número de sua placa era fotografado pela câmera. Se o motorista se encontrava dentro dos limites de velocidade, ele automaticamente era cadastrado num sistema onde concorria a um prêmio, como uma loteria. O valor desta premiação seria a soma dos valores pagos por aqueles que ultrapassavam o limite de velocidade e teriam de pagar a multa.

Confira o link da notícia aqui.

Confira também aqui este infográfico cheio de cases de sucesso de gamificação.

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Storytelling

Esta é uma das praticas mais antigas da humanidade: contar histórias. E nós adoramos isso. Ver e/ou ouvir arcos de personagens nos conecta a eles, gera identificação com a marca ou história contada.

A empresa Vivo fez uso desta técnica durante sua campanha de dia dos namorados. Ela fez nada menos do que dar “vida” a Eduardo e Mônica. Sim, aqueles da música da banda Legião Urbana.

Vale lembrar que gamificar e contar histórias, apesar de práticas que eu particularmente amo e acho muito eficientes, não são fórmulas mágicas: o que significa que estas ferramentas não são garantias certas de retorno positivo. O próprio ato de aplicar ranks em um produto ou serviço pode ter sentido contrário. Afinal, se alguém está tentando atingir a primeira posição e se vê cada vez mais distante, ao invés de motivada a pessoa pode se sentir desmotivada. O estudo de seu público-alvo e de estratégias é essencial para qualquer empreendimento. Mas isso é válido com qualquer tática de marketing não é mesmo?

O que destaco aqui é como é interessante achar uma forma de gerenciar processos de uma forma inovadora e através de práticas que amamos fazer: se divertir e contar histórias. Existem vertentes destes conhecimentos para aplicá-los em ambientes educacionais também. São conhecimentos que cada vez mais estão expandindo fronteiras em muitas direções.

Perceba que as duas práticas abordadas neste texto (Gamificar e Storytelling) podem se complementar e se misturar, gerando uma gama nova de resultados. E aí, gostou desta prática que cada vez mais ganha espaço no mercado?

PS: Aqui vai a sugestão de um APP que te dá pontos e um avatar para você customizar. E tudo o que você precisa fazer é… viver! O Habitica permite ao usuário listar o que precisa ser feito e, conforme a lista é cumprida, você recebe recompensas!